Em inúmeras questões os E.U.A. estão à frente do restante do mundo. O lado divertido é que, muitas vezes, eles se destacam também no aspecto negativo.
No livro “A era da incerteza”, o escritor John Kenneth Galbraith relata um pitoresco momento desse povo. Ao conquistar uma já confortável situação econômica, a turma da terra do Tio Sam descobriu que algo estava a faltar para a plena satisfação de sua personalidade. Faltava nome, tradição. Ao mesmo tempo, a Inglaterra abrigava uma nobreza saudosa de seus tempos de fartura.
Identificadas as oportunidades, o que se verificou foi longa série de casamentos selados pela conveniência: os ingleses puderam lastrear com moeda forte a tradição que descobriram servir para muita coisa, menos para encher barriga; os americanos adquiriram aquela tal credencial que, imaginavam, lhes abriria as portas do mundo “adulto”.
O caso, antigo, demonstra que não é de hoje que os E.U.A., sem nada deixar em troca, costuma levar sempre alguma coisa de um ou outro país mais desatento. Pobre França! Nem um obrigado recebeu por dar aos "yankees" a clássica expressão que se usa pra denominar esse tipo de pessoa: "parvenu", palavra que por aqui é substituída pela expressão "novo rico".
Desgraças à parte, fica a deixa para reflexão: “dinheiro não traz felicidade, mas com ele, pode-se mandar buscar”. Será?