Quinta-feira, Setembro 22, 2005

E por falar no Michal Jackson...

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Para ouvidos sem preconceitos

Embora confesse nunca ter sido fã de Eddie Van Halen, este blogueiro ouviu "uma coisa ou outra" de sua obra. Com base nesta modesta experiência afirma algo que fará muita gente torcer o nariz. O único solo de guitarra que realmente impressionou está no disco Thriller. Acredite; Van Halen realmente contribuiu para a obra de Michael Jackson. E arrazou! Na música Beat it, Michael abriu espaço para o guitarrista, que em poucos segundos despejou no hit muito mais do que a sua manjada técnica de two hands que o consagrou. A última nota do solo faz lembrar o som de um motor sendo desligado. É como se a guitarra fosse uma máquina retirada da tomada bem na hora em que o cara acabou de passar o seu recado. Ainda sobre Michael e Thriller, o disco, de 1.982, contou também com a participação de Paul McCartney, em The girl is mine. Os dois ainda trabalharam juntos, com a música Say, say, say, de 83, que saiu na obra do baixista. Já na década de 90, Michael convidou Slash, hoje do Velvet Revolver, para gravar Give in to me no disco Dangerous. Esta história deixa algumas lições: às mentes fechada fica a primeira: preconceito limita; a Michael (especialmente com Thriller), a segunda: é melhor andar com os "grandes".

Sexta-feira, Setembro 09, 2005

"FaLHa No siSTeMa" ou "CEnsOr CamaRadA"???&¨%$

Uma figura sempre presente nos regimes totalitários é a censura, que, basicamente, tem duas funções: reprimir a crítica ao sistema e dar ao povo a sensação de que está sendo protegido pelo Estado do inimigo representado por idéias subversivas, imorais, etc. No Brasil de 1.985 a censura ainda deixava suas marcas. Esse foi o ano de lançamento do 1º disco do Ultraje a Rigor (após dois singles), uma das mais importantes bandas do rock nacional de todos os tempos: Nós vamos invadir sua praia. São desse disco, dentre outras: Ciúme, Rebelde sem Causa, Independente Futebol Clube, Eu me Amo e Marylou, música que conta a estória de uma galinha assim chamada. A letra é “provocadora”. Seu último verso diz: “Marylou, Marylou/transava até com urubu/Marylou, Marylou/botava ovo pelo ‘sul’” A censura se manifestou aqui de duas formas. Na capa do disco consta que Marylou não podia ter execução pública, pois fora “vetada pelo Departamento de Diversões Públicas da S.R. do D.P.F. A outra manifestação, e a que constitui o fato interessante, é que Inútil, música que, na opinião deste blogueiro, é um dos mais precisos ataques à ditadura dentro do espaço do rock, “passou”. Outro fato interessante sobre a censura diz respeito ao roqueiro Léo Jaime. Cansado de ser castrado por Solange, à época uma funcionária da órgão responsável, o representante goiano do rock brasuca fez uma versão em português para “So lonely”, do The Police, na qual conta à "velha amiga" o seu drama de ser sempre vetado. A música, chamada Solange, também “passou”. Se o caso do Leo Jaime chega a ser divertido, o do Ultraje faz pensar: Falha no serviço ou censor camarada?

Sexta-feira, Setembro 02, 2005

Mal educada.

(Ele) - Estou preocupado. Preciso sair com todo este dinheiro e tenho medo de ser roubado. Dá aí uma idéia pra me ajudar. (Ela) – Você assistiu àquele filme, “Papillon”?